
Rodovia AM-352 em Manacapuru e local do descarte onde bebê recém-nascida foi encontrada (Foto: Instagram)
A Polícia Civil do Amazonas prendeu na última quarta-feira (13) a mulher suspeita de abandonar a própria filha recém-nascida em uma lixeira pública do município de Manacapuru. O caso ganhou repercussão após moradores encontrarem a menina dentro de uma bolsa, ainda com sinais de vida, em um ponto de descarte de lixo às margens da rodovia. A ação policial culminou na detenção da investigada após intensa mobilização das equipes locais.
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O resgate da criança ocorreu na segunda-feira (11), quando populares notaram sons e solicitaram apoio da Polícia Militar. Ao chegar ao local, os agentes constataram que a recém-nascida estava viva e rapidamente a encaminharam para atendimento emergencial. Paralelamente, a Polícia Civil instaurou uma força-tarefa para apurar a autoria do abandono, utilizando imagens de vigilância, denúncias anônimas e depoimentos de testemunhas que circulavam pela região na data do ocorrido.
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Conforme explicou a delegada Joyce Coelho, responsável pelo caso, as informações repassadas de forma reservada por vizinhos foram cruciais para identificar e localizar a suspeita. “Nossa equipe analisou imagens captadas por câmeras próximas ao trecho onde o ato aconteceu e cruzou dados com relatos de moradores”, afirmou a delegada. Além disso, foram examinados registros telefônicos que permitiram acompanhar deslocamentos no dia do crime.
O local do abandono fica no quilômetro 2 da rodovia AM-352, que faz a ligação entre Manacapuru e Novo Airão. A descoberta da bebê dentro de uma mochila abandonada em meio a resíduos gerou revolta entre os habitantes da região. Após o resgate, a criança foi levada de imediato para o hospital de Manacapuru, onde médicos e enfermeiros realizaram procedimentos intensivos em busca de estabilizar seu estado de saúde.
Apesar dos esforços da equipe médica, a recém-nascida não resistiu e acabou falecendo dias depois. A Polícia Civil informou que o inquérito foi aberto inicialmente sob a tipificação de abandono de incapaz, crime previsto no Código Penal. No entanto, as autoridades não descartam a possibilidade de reclassificar a denúncia à medida que novas provas forem reunidas e o laudo do hospital sobre as condições da criança seja concluído.
Os policiais informaram que, após a formalização da prisão, a delegacia colherá o depoimento da mulher detida, bem como de familiares e outras pessoas que possam fornecer informações relevantes. Exames periciais serão realizados sobre objetos apreendidos, incluindo a mochila e vestimentas. O caso segue em sigilo até o fim dos procedimentos investigativos, mas a expectativa é de que novos detalhes sejam divulgados em breve.







