Pai de Daniel Vorcaro é preso em nova fase da Operação Compliance Zero da PF

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Executivo discursa em evento corporativo (Foto: Instagram)

Na manhã desta quinta-feira (14), a Polícia Federal prendeu Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, em mais uma fase da Operação Compliance Zero. As investigações apontam que ele fazia parte da organização conhecida como “A Turma”, acusada de ameaças, espionagem ilegal, invasão de sistemas e ocultação de patrimônio vinculado ao Banco Master.

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A etapa atual também resultou no afastamento de uma delegada e de um agente da mesma corporação suspeitos de participação no esquema. Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, em ação autorizada pelo ministro do STF André Mendonça.

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Em nota oficial, a Polícia Federal explicou que esta fase visa aprofundar a investigação sobre a organização criminosa suspeita de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional e formação de quadrilha, além de ameaça e invasão de dispositivos informáticos.

Segundo os investigadores, “A Turma” se dedicava a intimidar adversários de Daniel Vorcaro, obter informações sigilosas e monitorar alvos de interesse do banqueiro. As ordens judiciais também previram o bloqueio e sequestro de bens dos envolvidos, além do afastamento de servidores públicos supostamente ligados ao caso.

As apurações revelaram ainda que integrantes do grupo discutiram ataques contra o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Em conversas obtidas pela PF, Vorcaro teria sugerido ao integrante Luiz Mourão, apelidado de “Sicário”, o plano de “quebrar todos os dentes” de Jardim.

Investigações indicam que Mourão e um ex-policial colaboravam na invasão de sistemas de órgãos públicos federais, além de espionarem e monitorarem pessoas vinculadas aos interesses da cúpula do Banco Master. O grupo também teria pedido publicações favoráveis em plataformas digitais e feito pagamentos para reforçar a imagem de Vorcaro.

Luiz Mourão chegou a ser preso preventivamente em março, mas morreu em seguida em um caso classificado pela PF como suicídio. No mesmo mês, foi detido Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, apontado como responsável por operacionalizar pagamentos do esquema.

As apurações apontam que Henrique Vorcaro participava ativamente de empresas ligadas ao filho, como a Multipar, que movimentou mais de R$ 1 bilhão entre contas associadas ao grupo em cinco anos. O Coaf identificou indícios de uso dessas movimentações para ocultar patrimônio e dificultar o rastreamento de recursos.