
Mulher de Manacapuru é indiciada por homicídio qualificado após abandonar recém-nascida em lixão (Foto: Instagram)
Uma mulher de Manacapuru, no Amazonas, foi indiciada por homicídio qualificado com agravante de meio cruel após abandonar a própria filha recém-nascida em um lixão. A investigação teve início quando catadores descobriram a bebê dentro de uma mochila em uma área de descarte de lixo às margens da rodovia AM-352. A criança foi encontrada com sinais de vida, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu no hospital.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
Ao chegar ao local, a Polícia Civil constatou que a recém-nascida havia permanecido por cerca de duas horas e meia dentro do caminhão de coleta de lixo antes de ser despejada na área de descarte. O caso mobilizou equipes policiais e ganhou repercussão nacional, especialmente pela crueldade que envolveu o abandono da criança em meio ao lixo.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Durante as diligências, os agentes foram até a casa da suspeita, localizada no bairro Terra Preta, e encontraram vestígios de um parto recente. Segundo a delegada Joyce Coelho, havia lençóis manchados de sangue pelo chão e sinais não removidos no quarto onde a bebê teria nascido. A perícia comprovou a presença de fluidos e resíduos biológicos característicos de um parto imediato.
Em depoimento, a mulher admitiu ter feito o parto sozinha e relatou que, após o nascimento, colocou a menina dentro de uma mochila e, em seguida, dentro de um saco plástico preto, amarrando-o antes de entregá-lo ao caminhão de coleta. Esse procedimento, segundo a polícia, configura ato de crueldade capaz de agravar a tipificação do crime.
Quando os catadores encontraram a criança, ela ainda respirava e foi rapidamente encaminhada a um hospital local, mas não resistiu aos cuidados médicos e veio a óbito. As autoridades registraram boletim de ocorrência e abriram inquérito para apurar se outras pessoas poderiam ter auxiliado a suspeita ou se houve omissões de vizinhos.
A investigada, que já é mãe de outros cinco filhos, afirmou inicialmente que desconhecia a gravidez e depois alegou ter agido por receio de rejeição familiar. Ela não foi presa em flagrante devido a um quadro de hemorragia pós-parto e ficou sob cuidados médicos. A Polícia Civil segue apurando detalhes sobre as circunstâncias do parto e do abandono, e a mulher deverá responder por homicídio qualificado.
