
Influenciador Gato Preto apresenta defesa em processo por tentativa de homicídio (Foto: Instagram)
O influenciador digital Samuel, conhecido como Gato Preto, apresentou à Justiça sua defesa no processo em que responde por duas tentativas de homicídio em decorrência de um acidente de trânsito ocorrido em agosto de 2025, em São Paulo. Na petição protocolada, seus advogados negam a prática de dolo eventual e questionam a suspensão de sua carteira nacional de habilitação.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
De acordo com a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP), Gato Preto conduzia um Porsche em alta velocidade e sob efeito de álcool e drogas quando colidiu com o veículo ocupado por Edilson Maiorano e seu filho, Ivan Bartalot Pereira Maiorano. Após a batida, ele teria deixado o local sem prestar socorro; Ivan sofreu fratura na mandíbula.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
O MPSP o denunciou por duas tentativas de homicídio com dolo eventual — quando há assunção do risco de produzir o resultado morte — além de crimes de ameaça, omissão de socorro, fuga do local do acidente e direção sob influência de álcool e drogas. A promotoria também requer indenizações de aproximadamente R$ 118 mil para Ivan, R$ 75 mil para Edilson e mais R$ 75 mil por danos morais coletivos.
Também figuram como investigados a então namorada de Gato Preto, Bia Miranda, e seu segurança particular, Felipe Junior da Silva Souza, denunciados por delitos correlatos. Conforme a publicação da coluna Fábia Oliveira, ambos poderiam firmar acordos de colaboração ou transação penal com o Ministério Público.
Na “resposta à acusação” protocolada em 6 de maio, a defesa argumenta que não há laudo técnico que comprove alta velocidade no momento do impacto e nega haver prova de que o influenciador teria assumido o risco de matar as vítimas. Segundo o documento, o suposto consumo de álcool não configura indiferença à vida alheia.
Por fim, os advogados pedem que as imputações de tentativa de homicídio sejam substituídas por crimes menos gravosos, como lesão corporal culposa ou lesão corporal leve. Eles também contestam a suspensão da CNH de Samuel, apontando que não houve nova conduta de risco e considerando a medida como antecipação de punição antes da sentença definitiva. Além disso, destacam que os pedidos de indenização estão em tramitação na esfera cível e não deveriam ser discutidos no processo criminal.
