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Freira brasileira é vítima de afogamento durante passeio na Itália


Irmã Nadir Santos da Silva, freira brasileira que faleceu ao tentar salvar colegas na Sicília (Foto: Instagram)

A freira brasileira Nadir Santos da Silva, de 45 anos, faleceu afogada ao tentar ajudar outras religiosas durante um passeio comunitário na costa da Sicília, no sul da Itália. O caso ganhou notoriedade internacional após divulgação pela agência oficial do Vaticano na terça-feira (12).
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De acordo com as autoridades italianas, o incidente ocorreu na região de Vaccarizzo, em Catânia. Nadir estava acompanhada por três colegas quando o fundo marinho apresentou um desnível inesperado, aliado a ondas fortes que complicaram a situação do grupo.
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Todas as quatro religiosas enfrentaram dificuldade para se manter na superfície. Ao notar o pânico das companheiras, Nadir nadou em direção a elas para prestar auxílio, mas acabou engolindo grande quantidade de água. Durante o esforço de salvamento, ela perdeu a consciência e não conseguiu retornar à faixa de areia.

As outras três freiras conseguiram escapar das ondas e voltar à costa sem sequelas graves. Uma delas, entretanto, precisou receber atendimento médico em um hospital próximo, sendo liberada em seguida sem risco de morte, conforme informado pelas equipes de resgate.

Em tributo publicado pelo Vatican News, a vida de Nadir foi destacada como um exemplo de dedicação intensa à fé e à missão religiosa. O artigo ressaltou seu compromisso diário, caracterizado pela generosidade e zelo ao próximo, atributos que marcaram sua trajetória na congregação.

Monsenhor Bruno Lins, diretor espiritual que acompanhava a religiosa, lembrou que ela nunca adotou posturas mornas. “Irmã Nadir não agia com meias medidas”, afirmou ele, enfatizando o profundo envolvimento dela em todas as atividades comunitárias e caritativas.

O Vaticano enfatizou, ainda, que Nadir Santos da Silva “doou a própria vida por amor” ao arriscar-se para salvar suas companheiras de congregação. A instituição expressou solidariedade à família da religiosa e pediu orações pela sua alma, reconhecendo o ato como uma última demonstração de compaixão e altruísmo.

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