
Cíntia Chagas lança contos eróticos em São Paulo (Foto: Instagram)
A influenciadora e especialista em língua portuguesa Cíntia Chagas, de 43 anos, decidiu se afastar dos temas de etiqueta e gramática para investir em um projeto inédito: um livro de contos eróticos. Na terça-feira (12), ela lançou Sexo, Amor e Hipérboles em um evento realizado em São Paulo, apresentando uma visão provocadora da experiência humana. A iniciativa causou grande repercussão nas redes sociais, com comentários que variaram entre elogios à ousadia e surpresa em relação à nova faceta da comunicadora.
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Em entrevista à revista Quem, Cíntia explicou que, embora seja reconhecida pela defesa da norma culta e por valores tradicionais, não se sente limitada a um único estilo. “Minha imagem ficou, sim, muito marcada pela defesa da norma culta e por um certo apreço a valores considerados tradicionais, mas isso não necessariamente me impede de explorar outras dimensões da experiência humana, inclusive a sexualidade, na literatura”, afirmou a influenciadora.
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Para Cíntia, utilizar o espaço literário para tratar de sensualidade representa uma expansão criativa, e não um abandono de princípios. “Um livro de contos eróticos, nesse sentido, para mim, é um exercício de linguagem e de narrativa, não um abandono de princípios”, explicou. Ela acrescentou que o erotismo também permite testar estruturas narrativas e desafiar o público a enfrentar suas próprias expectativas.
A autora destacou que essa escolha de temática não implica necessariamente uma guinada ideológica. “Produzir um livro com temática erótica não implica automaticamente uma mudança ideológica; pode simplesmente indicar interesse em explorar novos gêneros, desafiar expectativas do público ou evitar ficar presa a um único rótulo”, ponderou. Segundo ela, o objetivo foi reinventar-se sem abrir mão das características que construíram sua audiência.
Sobre a gênese da obra, Cíntia revelou que a ideia surgiu de forma quase espontânea. Originalmente, ela planejava ambientar as histórias no meio corporativo, mas acabou percebendo que o erotismo já era forte naquele universo. “Havia muito erotismo para o ambiente profissional. Não consigo lhe explicar por que razão tenho essa facilidade. E apreço pelo tema”, confessou, ressaltando que o fascínio pela sexualidade a acompanha há muito tempo.
Durante todo o processo de criação, a influenciadora optou por não impor limites à imaginação para preservar o que chama de “mágica do processo criativo”. Apesar do teor visceral dos contos, ela garantiu que jamais abandonou o rigor com a língua. “Meu texto é visceral, sim, mas jamais abandonei nele o rigor com a linguagem, com as escolhas lexicais e sintáticas”, concluiu, reafirmando seu compromisso com a qualidade literária.
