
Caderno infantil desvenda assassinato brutal na Índia (Foto: Instagram)
Em uma investigação que surpreendeu a polícia indiana, um simples caderno de anotações de um menino de 10 anos apontou a própria mãe como a principal suspeita no assassinato do namorado. O caso, inicialmente sem pistas, envolveu ainda o ex-companheiro da mulher e um terceiro cúmplice, que teriam colaborado no crime. A descoberta das informações inusitadas nas folhas infantis foi decisiva para direcionar as apurações às autoridades do distrito de Raisen, em Madhya Pradesh.
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O mistério se aprofundou quando o corpo em avançado estado de decomposição de um homem foi localizado dentro de um saco plástico sob uma ponte na rodovia Bhopal-Jabalpur. Registrado no dia 7 de maio, o crime chamou atenção pelo fato de a vítima estar com as mãos e os pés amarrados, além de ter a boca selada por fita adesiva, indicando método violento e premeditado.
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Peritos constataram que o cadáver não portava documentos ou qualquer forma de identificação. A polícia suspeitou que o assassinato tivesse ocorrido em outro local, com o corpo descartado próximo à estrada para dificultar investigações. As únicas pistas encontradas no entorno foram uma pequena sacola, um recibo de supermercado e o tal caderno infantil, até então sem aparente vínculo com o crime.
Ao examinar as páginas, investigadores notaram anotações dispersas e várias assinaturas manuscritas, possivelmente de um professor particular. Em seguida, policiais percorreram a região indicada no caderno, entrevistando moradores, comerciantes e tutores, em busca de quem reconhecesse a caligrafia. Embora o objeto não exibisse nome ou endereço, acabou se tornando o elemento central que orientou toda a apuração.
Segundo o Superintendente de Polícia de Raisen, Ashutosh Gupta, “o caderno parecia comum, quase inútil, mas se transformou na chave do caso”. Após dias de diligências, identificaram o autor das anotações, um professor que, ao ser confrontado, revelou a identidade do aluno. A família do garoto, entretanto, havia desaparecido. Com auxílio de informantes, os policiais rastrearam e prenderam todos em Ujjain. A análise forense detectou manchas de sangue nas páginas, levando-os a confessar o crime.
Os investigadores confirmaram que a vítima era Pappu, também conhecido como Veer Jat, natural do Rajastão. O caderno pertencia ao filho de 10 anos da principal acusada, que era companheira atual da vítima. A mulher foi presa sob acusação de envolvimento direto no homicídio, junto com seu ex-namorado Arun Patel e um terceiro homem que participou ativamente na execução brutal.







