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Aliados se afastam de Flávio Bolsonaro após polêmica do Banco Master


Vazamento de áudios reaviva crise sobre financiamento de filme de Bolsonaro (Foto: Instagram)

O vazamento de áudios que colocam em evidência a relação entre Flávio Bolsonaro e o Banco Master reavivou o cenário para a eleição presidencial de 2026. As gravações revelam tratativas com o banqueiro Daniel Vorcaro para o suposto repasse de R$ 134 milhões ao projeto de um filme sobre Jair Bolsonaro, o que suscitou pedidos de apuração e gerou desgaste entre o senador e seus pares.
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A crise atingiu seu ápice na quarta-feira (13), quando os áudios foram divulgados publicamente. Foi nesse dia que Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do Novo, tornou-se o primeiro grande aliado a anunciar o rompimento com o filho do ex-presidente.
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O centro da controvérsia é o financiamento do longa “Dark Horse”, que narra a trajetória de Jair Bolsonaro. Segundo reportagem do site Intercept, Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro teriam acertado a transferência de R$ 134 milhões para bancar a produção cinematográfica. A operação, apontam os documentos, misturou interesses privados e a imagem do clã Bolsonaro em um momento pré-eleitoral.

O que alarmou autoridades e a opinião pública foram as falas do senador cobrando repasses atrasados em tom informal. Nos trechos divulgados, ele chama o banqueiro de “irmão” e garante que “estará com ele sempre”, sinalizando um vínculo estreito que, para críticos, compromete a ética parlamentar. Estima-se que R$ 61 milhões já tenham sido pagos em parcelas entre fevereiro e maio de 2025.

Romeu Zema não hesitou ao classificar o episódio como um “tapa na cara dos brasileiros”, evidenciando fissuras na ala conservadora. Outro nome influente, o governador de Goiás e pré-candidato Ronaldo Caiado (União Brasil), também cobrou explicações. “Tudo o que envolve Master e cifras milionárias precisa ser tratado com total transparência com a população”, alertou Caiado, exigindo clareza sobre o envolvimento de agentes públicos.

Enquanto isso, setores da oposição protocolaram pedidos de prisão e de cassação do mandato de Flávio Bolsonaro, acusando-o de tráfico de influência e crimes financeiros. O escândalo influencia diretamente as pesquisas: levantamento Quaest de 13 de fevereiro mostrou Lula ampliando vantagem em um possível segundo turno contra o senador, além de manter liderança no primeiro turno, ao passo que a rejeição de Flávio cresce. Em meio ao turbilhão, Zema reforçou sua crítica: “Não adianta nada criticar as práticas do PT e fazer a mesma coisa”.

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