
Jason Collins veste camiseta do Bhutan Basketball diante de estátua de Buda em visita ao Butão. (Foto: Instagram)
O ex-jogador da NBA Jason Collins faleceu aos 47 anos, conforme confirmação divulgada na terça-feira (12) pelo site oficial da liga norte-americana de basquete. Collins ficou mundialmente conhecido não apenas por seu desempenho em quadra, mas principalmente por ser o primeiro atleta profissional do esporte a assumir publicamente sua homossexualidade, abrindo caminho para discussões sobre representatividade no esporte.
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Desde dezembro do ano passado, Jason enfrentava um glioblastoma em estágio 4, tipo de câncer cerebral considerado de prognóstico desfavorável. O tumor, classificado como inoperável, levou-o a buscar um tratamento experimental em uma clínica de Singapura. “Se só me restam 11 a 14 meses, prefiro tentar um tratamento que um dia possa ser referência para outros pacientes”, afirmou em carta publicada pela ESPN à época.
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Collins ganhou destaque em 2013 ao revelar sua orientação sexual em reportagem de capa da revista Sports Illustrated, tornando-se o primeiro atleta a se declarar gay entre as quatro principais ligas esportivas americanas (NBA, NFL, NHL e MLB). Durante sua trajetória na NBA, defendeu seis franquias, incluindo New Jersey Nets, Boston Celtics, Atlanta Hawks e Brooklyn Nets. Conhecido pela marcação rigorosa e pela liderança nos vestiários, disputou mais de 700 jogos ao longo de sua carreira.
Após pendurar as sapatilhas, o ex-pivô manteve-se ativo na promoção de causas sociais e no apoio aos direitos da comunidade LGBTQIA+. Seu posicionamento firme e sua visibilidade fora das quadras transformaram-no em referência de coragem, inspirando atletas e torcedores a discutir temas como inclusão e diversidade no esporte.
Em nota oficial, a família de Jason Collins expressou profunda tristeza com a partida. “Estamos de coração partido ao compartilhar que Jason Collins, nosso amado marido, filho, irmão e tio, morreu após uma valente luta contra o glioblastoma. Jason mudou vidas de maneiras inesperadas e foi uma inspiração para todos que o conheceram e também para aqueles que o admiravam de longe. Somos gratos pela onda de amor e orações recebida nos últimos oito meses e pelo atendimento médico excepcional que Jason recebeu de seus médicos e enfermeiros. Nossa família sentirá profundamente sua falta”, declarou o comunicado, que destaca ainda a presença do marido Brunson Green, dos pais Portia e Paul, e do irmão Jarron em sua trajetória. Adam Silver, comissário da NBA, também prestou homenagens: “Jason será lembrado não apenas por quebrar barreiras, mas também pela bondade e humanidade que definiram sua vida e tocaram tantas outras pessoas.”
Ainda na terça-feira (12), a NBA lamentou a morte de outro atleta: Brandon Clarke, ala-pivô do Memphis Grizzlies, que tinha 29 anos. Clarke foi encontrado sem vida em circunstâncias que a liga ainda investiga.
