O governo do presidente Lula (PT) voltou a ser destaque na mídia, desta vez em razão dos gastos da gestão com viagens a serviço. Já foram mais de R$ 7 bilhões desembolsados nos três primeiros anos do terceiro mandato do chefe do Executivo federal. De acordo com informações do Portal da Transparência analisados pelo Metrópoles, o valor considera despesas de ministérios e órgãos da administração federal, incluindo passagens, diárias, restituições e outros custos operacionais.
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Em 2025, os gastos somaram R$ 2,35 bilhões, o que representa uma leve redução de 1% em relação ao ano anterior, quando o total registrado foi de R$ 2,37 bilhões, o maior da série histórica analisada entre 2015 e 2025. Apesar da oscilação, a média de despesas no atual mandato permanece superior à registrada em gestões anteriores.
No acumulado desde 2023, o total de R$ 7 bilhões supera inclusive a soma dos gastos registrados entre 2017 e 2022. O período, no entanto, inclui anos impactados pela pandemia de Covid-19, especialmente 2020 e 2021, quando as restrições sanitárias reduziram significativamente a realização de viagens oficiais.
No recorte mais amplo, entre 2015 e 2025, o governo federal desembolsou R$ 16,1 bilhões com viagens a serviço. O ano de 2024 aparece como o mais oneroso da série, enquanto 2020, auge da pandemia, registrou o menor volume de gastos, com R$ 545 milhões.
Em 2025, a maior parte das despesas foi concentrada em deslocamentos nacionais, que somaram R$ 2,079 bilhões. As viagens internacionais representaram cerca de R$ 276 milhões no mesmo período. Entre os órgãos com maiores gastos no ano, o Ministério da Justiça e Segurança Pública lidera o ranking, com R$ 396 milhões. Em seguida aparecem o Ministério da Defesa (R$ 311 milhões), o Ministério da Educação (R$ 304 milhões) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (R$ 126 milhões).
Em nota, o Ministério do Meio Ambiente informou que o valor empenhado em 2025 foi de R$ 145,6 milhões, considerando despesas de diárias e passagens de órgãos e entidades vinculadas, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
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Segundo a pasta, parte dos recursos foi destinada a atividades de coordenação e articulação institucional, enquanto o Ibama concentrou a maior fatia dos gastos operacionais, voltados principalmente à fiscalização ambiental e ações de combate a incêndios florestais. Esses números despertaram a atenção do público, já que os valores gastos com viagens poderiam ser realocados em outras áreas do país.

