No deserto da Namíbia, uma das regiões mais áridas do planeta, o povo Himba desenvolveu ao longo de séculos um conjunto de práticas de higiene e cuidado corporal diretamente moldadas pela escassez de água e pelas condições extremas do ambiente.
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Diante da limitação de recursos hídricos, as mulheres Himba adotam um método tradicional para proteger a pele e manter o bem-estar diário. Em vez do uso frequente de água, elas aplicam no corpo uma mistura conhecida como otjize, composta por argila vermelha, gordura animal e ervas naturais.
Além de sua função estética, o otjize desempenha um papel prático importante. A substância atua como uma barreira contra o sol intenso, ajuda a reduzir o ressecamento da pele e oferece proteção contra insetos e possíveis bactérias presentes no ambiente seco e quente do deserto.
Os métodos de limpeza corporal também diferem dos padrões mais comuns em outras partes do mundo. Em vez de banhos com água, as mulheres Himba utilizam fumaça gerada pela queima de ervas e resinas aromáticas para higienizar o corpo e os cabelos.
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Para observadores externos, essas práticas podem parecer incomuns. No entanto, dentro da lógica cultural e ecológica do povo Himba, elas representam uma solução desenvolvida ao longo de gerações para garantir sobrevivência, proteção e equilíbrio em um ambiente hostil.

