As penas impostas ao líder religioso João de Deus, de 83 anos, foram reduzidas pela Justiça de Goiás após análise de recursos apresentados pela defesa. Segundo documento obtido pelo UOL, o total das condenações caiu de quase 490 anos para cerca de 214 anos de prisão.
De acordo com a publicação, 18 ações penais envolvendo o médium foram analisadas. A maior parte dos processos trata de crimes como estupro, estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude. Preso desde 2018, João de Deus atualmente cumpre prisão domiciliar em Anápolis, em Goiás. A medida foi autorizada pela Justiça em razão da idade avançada e de condições de saúde.
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Segundo o UOL, parte das penas foi extinta porque a Justiça entendeu que houve decadência do direito de representação em alguns casos, quando o prazo legal para formalização da denúncia expira. Em outras ações, as condenações foram reduzidas em segunda instância ou anuladas após julgamento de recursos.
Uma das penas, inicialmente superior a 51 anos de prisão, foi reduzida para 9 anos de reclusão. Já outro processo que previa condenação de 56 anos e 10 meses por estupro e estupro de vulnerável acabou arquivado após recurso aceito pela Justiça. Ainda conforme a reportagem, a maioria dos processos segue com recursos pendentes nas instâncias superiores, o que significa que o cálculo total das penas ainda pode sofrer alterações.
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Ao todo, 67 vítimas aparecem formalmente nas ações penais. Também há registro de outros 121 casos que tiveram prescrição ou decadência reconhecidas pela Justiça.
As denúncias contra João de Deus vieram à tona em 2018 e envolvem relatos de abusos ocorridos durante atendimentos espirituais realizados na Casa Dom Inácio de Loyola.














