O presidente Lula voltou a chamar atenção do público ao vetar o trecho de um projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional onde previa o aumento de pena para o crime de roubo qualificado quando há violência que resulte em lesão grave. Com a decisão, permanece em vigor a pena atual, que varia de 7 a 18 anos de prisão.
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O dispositivo vetado pelo governo previa a elevação da punição para uma faixa entre 16 e 24 anos, o que representaria um endurecimento significativo nas regras do Código Penal para esse tipo de crime. Segundo a justificativa do Executivo, a mudança poderia gerar desproporção em relação a outros delitos mais graves, como o homicídio qualificado, que possui pena elevada dentro de critérios distintos de gravidade.
Apesar do veto, o presidente sancionou outras partes do projeto que tratam do aumento de penas para diferentes crimes, mantendo apenas a retirada do trecho relacionado ao roubo com violência e lesão grave.
A decisão reacende o debate entre governo e Congresso sobre a forma como o sistema penal brasileiro deve responder ao avanço da violência urbana. Parlamentares que apoiaram o aumento da pena defendem que a medida buscava dar uma resposta mais dura a crimes cometidos com agressão física, especialmente em assaltos que deixam vítimas com ferimentos graves.
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Já o governo sustenta a necessidade de manter equilíbrio na legislação penal, evitando punições consideradas excessivas em comparação com outros tipos de crime já previstos no ordenamento jurídico.















