Entre 1840 e 1960, todos os presidentes dos Estados Unidos eleitos em anos terminados em zero morreram ainda durante o mandato, formando uma sequência que ficou conhecida como “Maldição de Tecumseh”. Ao todo, foram sete casos consecutivos ao longo de 120 anos.
O primeiro registro ocorreu com William Henry Harrison, eleito em 1840 e morto apenas 31 dias após a posse, vítima de pneumonia. Em 1860, Abraham Lincoln foi assassinado a tiros. O mesmo ocorreu com James A. Garfield, eleito em 1880, e William McKinley, eleito em 1900.
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A sequência continuou com Warren G. Harding, que morreu de ataque cardíaco em 1923; Franklin D. Roosevelt, que faleceu em 1945 durante o quarto mandato; e John F. Kennedy, assassinado em 1963.
A origem da lenda remete à Battle of Tippecanoe, quando Harrison, ainda general, enfrentou forças indígenas lideradas por seguidores do chefe Tecumseh. Segundo a narrativa popular, seu irmão, Tenskwatawa, teria lançado uma maldição contra Harrison e futuros presidentes eleitos em ciclos de 20 anos.
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A sequência foi interrompida em 1980, quando Ronald Reagan sobreviveu a uma tentativa de assassinato poucos meses após assumir o cargo. Em 2000, George W. Bush escapou de um atentado com granada que não chegou a explodir. Já Joe Biden, eleito em 2020, concluiu o mandato.
Apesar da sequência histórica, especialistas consideram que não há evidência de relação causal entre os eventos, e a chamada “maldição” é tratada como uma coincidência histórica que ganhou força ao longo do tempo.McKinley Presidential Library Museum

