
Viatura da Polícia Civil no Cemitério Municipal de Eldorado (MS) após a profanação do túmulo de Vera Lúcia da Silva. (Foto: Instagram)
Em Eldorado, cidade do Mato Grosso do Sul, a Polícia Civil prendeu dois homens e apreendeu um adolescente de 16 anos sob suspeita de profanar o túmulo e praticar necrofilia com o corpo de Vera Lúcia da Silva (42). O crime teria ocorrido poucos dias após o feminicídio que tirou a vida da mulher, chocando moradores locais. As prisões resultaram de uma investigação ágil, iniciada assim que as autoridades foram acionadas.
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De acordo com o registro policial, Vera Lúcia foi morta a tiros no domingo (12) pelo ex-marido em frente à filha de 9 anos. Em seguida ao assassinato, o homem tirou a própria vida no mesmo local. Ainda naquela data, o corpo da vítima foi sepultado no Cemitério Municipal de Eldorado, conforme boletim de ocorrência e relatos de testemunhas.
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Na manhã de quarta-feira (15), funcionários do cemitério notaram que a laje do jazigo de Vera Lúcia estava deslocada. Ao verificarem, constataram que o corpo havia sido removido da sepultura. Imediatamente comunicaram a Polícia Civil, que instaurou inquérito para apurar profanação de sepultura e investigar indícios de necrofilia, crime tipificado no Código Penal.
Durante as diligências, agentes souberam que um dos suspeitos tentou fugir ao avistar a viatura e se refugiou em uma área de mata próxima. Com apoio de drones, as equipes realizaram buscas durante toda a noite até localizarem o homem. Conduzido à delegacia, o suspeito confessou participação no crime e indicou dois comparsas: outro adulto e um adolescente de 16 anos.
O autor da confissão relatou detalhes macabros do ato, dizendo: “Fiquei pouco tempo lá porque cheirava muito mal”. Essas informações constaram no relatório policial e foram divulgadas pelo portal Campo Grande News, servindo de base para as prisões em flagrante e para a apreensão do menor.
Os dois adultos foram autuados em flagrante, e o adolescente, apreendido. Todos respondem por violação de sepultura e ato libidinoso contra cadáver, infrações consideradas de extrema gravidade pela Polícia Civil. A investigação prossegue com coleta de depoimentos e análise de vestígios encontrados no local, além de oitivas de testemunhas.
A Secretaria de Segurança Pública do estado informou que unidades especializadas em crimes violentos estão auxiliando nas investigações e que serão solicitadas perícias complementares, incluindo exames toxicológicos e análise de imagens de câmeras próximas ao cemitério. Até o momento, não há prazo definido para a conclusão do inquérito.
