A americana Saige Mosingo foi diagnosticada com um tumor maligno raro na mama aos 13 anos e passou por uma mastectomia um mês depois, em 2012, nos Estados Unidos. Ao longo de 13 anos, ela enfrentou cirurgias, desafios emocionais e episódios de bullying até reconstruir sua relação com o próprio corpo.
O diagnóstico ocorreu após uma cirurgia inicial, quando médicos acreditavam tratar-se de um tumor benigno. Durante a recuperação, a família recebeu a confirmação de que se tratava de um tumor phyllodes maligno, condição rara que representa menos de 1% dos tumores de mama. “Tudo estava indo bem durante a recuperação até que minha mãe recebeu uma ligação que ninguém quer receber. Descobrimos que eu havia sido diagnosticada com um tumor phyllodes maligno na mama aos 13 anos”, disse.
Diante do quadro, os médicos indicaram a mastectomia como principal forma de tratamento. O procedimento foi realizado cerca de um mês após o diagnóstico. “Tudo aconteceu muito rápido; ainda não parece real que eu tenha passado por isso tão jovem. Lembro que ficava pensando: não tem como isso estar acontecendo comigo, sou muito nova, isso deve ser um pesadelo”, contou.
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Após a cirurgia, Saige passou a ser monitorada regularmente por especialistas durante cinco anos. Paralelamente à recuperação física, enfrentou dificuldades relacionadas à autoimagem ainda na adolescência. “Eu realmente tive muita dificuldade com a minha autoimagem. Não só estava na idade em que você começa a ter interesses amorosos e os meninos começam a notar você, como tive que passar por tudo isso enquanto reaprendia meu corpo e redefinia completamente o que era normal para mim”, afirmou.
Durante esse período, ela também relatou episódios de bullying na escola: “É muito, muito difícil lidar com algo assim, especialmente no ensino fundamental, onde as crianças nem sempre são gentis. Eu sofri muito bullying durante a minha luta”.
Ao longo dos anos seguintes, passou por diferentes procedimentos de reconstrução mamária, incluindo o uso de expansores de tecido e implantes. O processo envolveu novas cirurgias após complicações. “Infelizmente, meu corpo teve muita dificuldade em aceitar o implante… o que levou a mais duas cirurgias reconstrutivas”, revelou.
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A aceitação do próprio corpo levou mais de uma década. Segundo ela, o processo começou a mudar por volta dos 25 anos. “Acho que ver meu corpo mudar por 13 anos seguidos… tornou muito difícil aprender a amá-lo. Eu diria que tinha cerca de 25 anos quando comecei realmente a aceitar minhas cicatrizes e permitir que elas aparecessem sem vergonha”, expressou.
Hoje, Saige afirma que passou a enxergar as cicatrizes de outra forma e compartilha sua história como forma de apoio a outras pessoas: “Minhas cicatrizes são grandes, são marcantes, e agora são um símbolo de força e beleza para mulheres ao redor do mundo”.
Ela também relata que passou a se dedicar a ações de conscientização sobre o câncer. “Passei grande parte da minha vida fazendo trabalho voluntário, arrecadando dinheiro para pesquisa sobre o câncer e compartilhando minha história com pessoas ao redor do mundo. Percebi que posso ser a luz que eu tanto gostaria de ter tido”, encerrou.















