
Família de Miss Cebola do Texas processa fabricante após morte por energético (Foto: Instagram)
Em outubro de 2025, a jovem Larissa Rodriguez, de apenas 17 anos e eleita Miss Cebola do Texas, faleceu horas depois de consumir uma bebida energética da marca Alani Nu Energy Drinks adquirida em um varejista local. Seus pais, Jennifer e Roberto, moveram uma ação judicial contra o fabricante e o estabelecimento que comercializou o produto, alegando falta de alerta adequado sobre os perigos ligados ao consumo excessivo de cafeína. Eles pedem que ambos sejam indiciados por homicídio culposo e o pagamento de indenização ainda não definida.
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Conforme o laudo da autópsia, a causa mortis foi identificada como cardiomiopatia, condição grave do músculo cardíaco diretamente associada ao consumo elevado de cafeína. No processo, a família destaca que uma lata de 355 ml da Alani Nu contém cerca de 200 miligramas de cafeína, valor que dobra o limite diário recomendado para menores de 18 anos, fixado em 100 mg por diversas entidades de saúde. Jennifer e Roberto sustentam que esse equilíbrio foi intencionalmente calibrado para provocar arritmias, parada cardíaca e até morte em consumidores sensíveis.
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No documento apresentado pelos advogados da família, são citados alertas de organizações médicas que recomendam a exclusão de bebidas energéticas da dieta de crianças e adolescentes. Tais entidades apontam que, além da cafeína, essas bebidas costumam conter taurina e outras substâncias que amplificam seus efeitos no sistema cardiovascular e nervoso, podendo gerar insônia, irritabilidade, taquicardia e até choque cardíaco em casos extremos.
Apesar de a embalagem trazer um aviso de que o produto “não é recomendado para crianças, pessoas sensíveis à cafeína, gestantes ou lactantes”, os pais de Larissa afirmam que a advertência está impressa em fonte pequena e em locais discretos, o que não seria suficiente para alertar consumidores sobre os riscos severos à saúde. Eles defendem que a sinalização deveria ser mais clara e visível.
Além do excesso de cafeína, os autores da ação ressaltam que a quantidade de taurina presente na bebida não é divulgada no rótulo, o que compromete a avaliação completa dos perigos. O casal solicitou uma perícia detalhada para quantificar todos os ingredientes e comprovar a responsabilidade do fabricante pela omissão de informações essenciais.
Larissa cursava o último ano do ensino médio em Brenham, Texas, e atuava como animadora de torcida, ganhando destaque em eventos locais. Na noite de 20 de outubro de 2025, ela sofreu um “evento cardíaco fatal” poucas horas após ingerir a bebida energética, conforme alegam seus pais no processo que ainda aguarda audiência e definição dos valores indenizatórios.
