
Tayane Dalazen retorna a Fernando de Noronha após ataque de tubarão-lixa e posa tranquila na praia (Foto: Instagram)
Um vídeo divulgado nesta quinta-feira (9) mostra o instante exato em que uma turista é mordida por um tubarão-lixa enquanto mergulhava em apneia em Fernando de Noronha. As novas imagens revelam um ângulo frontal do episódio, no qual o animal mordeu a perna da visitante, e trouxeram de volta a discussão sobre a segurança em atividades subaquáticas. O registro, feito à época do incidente, só foi exposto ao público meses depois, reacendendo o debate nas redes sociais sobre esse tipo de prática turística no arquipélago.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
A vítima é a advogada Tayane Dalazen. No dia 9 de janeiro, durante um mergulho próximo ao Porto de Santo Antônio com suporte de um condutor local, ela sentiu o impacto da mordida na perna. Conforme relatado pela própria, a filmagem ocorreu no mesmo momento do ataque, mas permaneceu sob sigilo até ser compartilhada recentemente, com uma qualidade de imagem mais nítida. Embora o susto tenha sido intenso, não houve risco de vida, mas o episódio impressionou quem acompanha registros de fauna marinha em Noronha.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Em suas redes sociais, Tayane destacou que o mergulho com tubarão-lixa é uma atividade comum em diversas regiões costeiras ao redor do mundo e reforçou que a espécie não costuma apresentar comportamento agressivo ou ter o ser humano como presa. Especialistas em biologia marinha confirmam que esse tipo de tubarão, normalmente inofensivo, não representa ameaça frequente, o que classifica o incidente como raro e isolado. Ainda assim, o fato será objeto de análises mais aprofundadas para compreender as circunstâncias que levaram ao ataque.
A advogada também contou que participou de um documentário exibido no Discovery Channel durante o especial Shark Week, no qual peritos discutirão detalhes do caso e avaliarão o comportamento do tubarão-lixa. Sobre as consequências da mordida, Tayane informou que a ferida cicatrizou sem complicações, permanecendo apenas a marca característica do dente do animal. Ela garantiu não ter desenvolvido um medo persistente e, meses após o ocorrido, retornou ao arquipélago para realizar novos mergulhos, inclusive na mesma área em que foi atacada.
Até o momento, nenhum outro episódio semelhante foi registrado em Fernando de Noronha, o que mantém o incidente como um caso isolado na região. Biólogos e especialistas em vida marinha devem aprofundar as investigações para entender melhor os fatores que motivaram a ação do tubarão. Enquanto isso, operadoras locais e guias seguem atentos às práticas de segurança durante as experiências subaquáticas, buscando equilibrar o fascínio pela fauna marinha com protocolos que minimizem riscos para turistas e preservem o habitat natural.
