
Melissa, 17 anos, desaparecida após simulado, é encontrada morta em mata de Jundiaí (Foto: Instagram)
Aos 17 anos, Melissa Felippe Martins Santos sumiu no final de março, depois de não comparecer a um simulado de pré-vestibular marcado para o sábado, 28 de março, em Jundiaí, interior de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, a mãe a deixou no cursinho pela manhã, mas a jovem não participou da prova e saiu do local sem dar explicações. Horas mais tarde, ela foi vista por um amigo no Jardim Botânico da cidade, onde passaram a conversar e ouvir músicas. Durante esse encontro, Melissa fez uma confidência preocupante, dizendo que cogitava tirar a própria vida caso não fosse aprovada no vestibular. Em seguida, ela deixou uma carta de despedida dentro de um caderno esquecido.
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Conforme o depoimento do delegado responsável pelo caso, durante a conversa no Jardim Botânico, Melissa disse: “Se ela não passasse no vestibular ela iria se matar”. Embora a fala tenha causado apreensão, o amigo entendeu que se tratava de um desabafo impulsivo e repreendeu a declaração, sugerindo que ela procurasse ajuda. Depois, ela enviou mensagem ao rapaz pedindo que recolhesse um caderno que teria esquecido no Sesc. No interior desse material, os policiais encontraram uma carta de adeus endereçada à família, com texto que indicava o desespero da estudante. A descoberta fez com que as autoridades ampliassem os esforços para localizá-la imediatamente.
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Após o encontro, Melissa ainda pesquisou sobre uma missa programada para as 16h na Capela Quarto Centenário, situada na Fazenda Ermida, a cerca de cinco quilômetros do centro da cidade. Por volta das 13h30, ela solicitou um carro por aplicativo na altura do terminal Eloy Chaves, com destino à região rural. Ao chegar ao local, um funcionário da capela impediu sua entrada, e o motorista seguiu viagem. Determinada, Melissa optou por retornar a pé, chegando a pular um trecho de cerca de arame farpado para ingressar em uma área de mata fechada. Nesse momento, ela desligou o celular, cujo último sinal foi captado nesse ponto, orientando as buscas.
O corpo de Melissa foi encontrado na última terça-feira (7), em uma área de mata de difícil acesso em Jundiaí. A identificação ocorreu a partir das roupas, mochila e celular que a jovem carregava, mesmo com o avançado estado de decomposição. Não foram registrados sinais de violência ou brigas no local, o que faz com que os investigadores mantenham como principal hipótese o envenenamento voluntário por substâncias tóxicas. A Polícia Civil confirmou que a estudante enfrentava um quadro de depressão diagnosticado e já havia tentado tirar a própria vida em outras ocasiões. Agora, os peritos aguardam os laudos necroscópicos e toxicológicos para determinar oficialmente a causa da morte. O episódio ressalta a urgência de reconhecer sinais de alerta em pessoas próximas; em situação de crise, o Centro de Valorização da Vida oferece suporte pelo telefone 188.
