
Lula gesticula no Planalto em meio à pressão por resultados práticos. (Foto: Instagram)
A seis meses do primeiro turno marcado para 4 de outubro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta queda de popularidade, forte pressão econômica e resistência no Congresso para viabilizar seu plano de reeleição. Com índices de aprovação em retração, o governo tenta dar agilidade a projetos-chave que possam melhorar a percepção do eleitorado e reverter o desgaste político.
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No centro das atenções estão propostas que o Executivo classifica como estratégicas: o fim da jornada 6×1, regulamentação do trabalho em aplicativos e uma PEC voltada à segurança pública. Essas pautas constam na lista de prioridades do Planalto para sinalizar capacidade de entregar resultados antes do pleito, além de tentar conquistar apoio de diferentes setores da sociedade.
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A proposta de extinção da escala 6×1 esbarra em divergências com o presidente da Câmara, Hugo Motta, que defende uma PEC, enquanto o Executivo defende projeto de lei com urgência constitucional e prazo de 45 dias para análise em cada Casa. Já a PEC de Segurança Pública, enviada em 2025 e aprovada pelos deputados, aguarda duas votações no Senado. A regulamentação do trabalho por aplicativos envolve debates sobre o piso mínimo: o governo defende R$ 10 por entrega, enquanto o relator, deputado Augusto Coutinho, propõe R$ 8,50, e o Executivo cogita emenda para garantir o valor maior.
Pesquisas recentes apontam que a aprovação do governo caiu para 45,9%, enquanto a desaprovação subiu para 53,5%, segundo levantamento Atlas/Bloomberg. O aumento da rejeição é mais intenso entre jovens de 16 a 24 anos, de 58,6% para 72,7%, e entre eleitores com 60 anos ou mais, de 39,2% para 50,8%. No Planalto, atribui-se parte desse desgaste ao avanço nos preços dos combustíveis, influenciado pelas tensões no Oriente Médio. Para amenizar efeitos, foi lançado um pacote de redução dos valores do diesel, das passagens aéreas e do gás de cozinha para famílias de baixa renda.
O endividamento das famílias brasileiras atinge recorde histórico: 80,2% registradas em fevereiro pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, com inadimplência em 29,6%. A pesquisa Genial/Quaest indica que 48% dos entrevistados consideram que a economia piorou, patamar mais alto desde setembro, e as expectativas futuras também se deterioraram. Diante disso, Lula tem cobrado soluções da equipe econômica, ressaltando a “contradição” entre o nível baixo de desemprego, o aumento de renda e o aumento das dívidas por meio de pequenos créditos via cartão e Pix.
A taxa básica de juros permanece em 14,75% ao ano, apesar de recente leve recuo, e é alvo de críticas por reduzir o consumo. Para enfrentar o cenário, o governo articula um pacote de medidas econômicas que inclui subsídios aos combustíveis, programas de renegociação de dívidas e revisão de tributos, como a chamada “taxa das blusinhas”, na esperança de estimular a atividade e reconquistar a confiança do eleitorado.







