
Renan Santos: “Disputa no bolsonarismo virou Big Brother” (Foto: Instagram)
Em entrevista exclusiva, Renan Santos, pré-candidato à Presidência pelo partido Missão, avaliou que a recente disputa pública entre aliados do bolsonarismo “virou um Big Brother”. Para ele, as trocas de farpas expostas em redes sociais evidenciam não apenas ambição por visibilidade, mas também a carência de organização interna e a perda de força da família Bolsonaro no cenário político. Santos ressaltou que esse comportamento reflete um desgaste do movimento, que se apoia mais em popularidade imediata do que em alicerces estruturados.
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Renan Santos falou ao repórter Lucas Tadeu, do portal Bacci Notícias, na manhã de quinta-feira (9), fazendo um balanço crítico da crise que envolve o deputado Eduardo Bolsonaro e o vereador Nikolas Ferreira. A troca de ataques entre esses dois aliados, segundo o pré-candidato, não é um incidente isolado, mas a manifestação de um modelo de liderança frágil, em que cada influencer político disputa protagonismo em busca de audiência e influência.
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Para o presidenciável, a origem desse conflito está no crescimento desordenado do bolsonarismo, sem critérios claros para a formação de lideranças. “É como se fosse um Big Brother, um grupamento de influenciadores onde um quer mais atenção do que o outro”, comparou Santos. Ele acrescentou que o apego a métricas de aprovação em redes sociais substituiu uma estratégia política sólida, resultando em embates públicos que expõem o vazio de projetos comuns.
Além disso, Renan Santos apontou que a falta de qualificação política e de um organograma interno definido contribuiu para a crise. Sem um processo de seleção e capacitação de quadros, o movimento ficou vulnerável a disputas por espaço, intensificadas pela visibilidade digital. “Eles cresceram sem uma base, sem saber gerir conflitos e hierarquias”, observou. Esse cenário teria, segundo o pré-candidato, aprofundado o desgaste político, pois torna impossível apresentar um discurso unificado.
O pré-candidato também destacou o choque entre as novas lideranças e a própria família Bolsonaro. “Eles já usaram a parte que interessava da família e agora querem ter luz própria”, afirmou Santos, referindo-se à tentativa dos novos nomes de se desvincular do patriarcado político de Jair Bolsonaro. Para ele, enquanto os herdeiros do ex-presidente resistem a abrir mão do controle, outros atores visam consolidar carreiras autônomas, gerando mais atritos internos.
Apesar das críticas, o dirigente do partido Missão reconheceu que o bolsonarismo ainda exerce influência considerável no país, mas está em evidente momento de esgotamento. “As pessoas estão percebendo que não é exatamente isso que o Brasil precisa”, avaliou. Segundo ele, essa percepção abre espaço para emergirem novos nomes na direita, dispostos a oferecer propostas diferentes do marketing político de internet e a formular uma estrutura organizacional mais robusta.
