
Pré-candidato Renan Santos aponta tentativa de golpe e propõe prisão domiciliar para ex-presidente (Foto: Instagram)
Em entrevista exclusiva ao Bacci Notícias nesta quinta-feira (9), o pré-candidato à Presidência pelo partido Missão, Renan Santos, afirmou categoricamente que o ex-presidente Jair Bolsonaro tentou dar um golpe de Estado após as eleições de 2022. Para Renan, as evidências contra Bolsonaro são “muito contundentes” e apontam para uma articulação que envolveu mobilização de apoiadores e discursos que semearam desconfiança no sistema eletrônico de votação. Ele também comentou a saúde de Bolsonaro, afirmando que o ex-presidente “está velho e doente” e sugeriu regime de prisão domiciliar.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
Renan Santos reconheceu haver indícios robustos de crime durante os desdobramentos do pleito de 2022 e nos protestos que culminaram nos atos de 8 de janeiro deste ano. Segundo o pré-candidato, a disseminação de dúvidas sobre a lisura da eleição e o estímulo a manifestações foram condutas passíveis de responsabilização criminal. No entanto, ele advertiu que eventuais falhas processuais pelo Supremo Tribunal Federal podem comprometer a eficácia das decisões judiciais, ameaçando a solidez de uma eventual condenação.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Apesar de defender a existência de provas contra o ex-presidente, Renan fez duras críticas à tramitação dos processos. Ele apontou inconsistências formais que, segundo sua avaliação, podem levar à anulação de atos decisórios. Com base na avançada idade e no quadro clínico de Bolsonaro, Renan propôs que o peticionamento final resulte em prisão domiciliar, em vez de regime fechado, para respeitar garantias humanitárias sem abrir mão da responsabilização penal.
Ao discutir outros envolvidos nos protestos de 8 de janeiro, o pré-candidato do Missão sustentou que as penas aplicadas até agora não foram proporcionais aos danos causados. Ele acrescentou que é preciso estabelecer critérios mais claros para garantir que a sanção reflita a gravidade de cada ação, evitando exageros ou leniências indevidas.
Renan Santos também fez críticas duras ao Supremo Tribunal Federal, focando no ministro Alexandre de Moraes. Segundo o pré-candidato, Moraes teria concentrado poderes excepcionais durante a crise institucional e assumido protagonismo central no enfrentamento ao bolsonarismo. Esse acúmulo de atribuições, na visão de Renan, teria desequilibrado o sistema de freios e contrapesos previsto na Constituição.
Embora reconheça que o país saiu de um risco iminente de desestabilização, Renan avalia que se criou um novo problema ao elevar excessivamente o poder do Judiciário. Ele acusou Alexandre de Moraes de agir com rigor político e pessoal, especialmente após episódios de confronto com seguidores de Bolsonaro, ressaltando que o ministro chegou a comportar-se como um “reizinho” durante esse período de maior tensão.
