
MP-RJ denuncia oito por espancamento de capivara na Ilha do Governador (Foto: Instagram)
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) ofereceu denúncia contra seis homens e dois adolescentes por agressão a uma capivara na madrugada de 21 de março na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio. A ação, registrada no bairro Jardim Guanabara, resultou na prisão em flagrante dos envolvidos, transformada em preventiva após audiência de custódia no final de março.
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Segundo o MPRJ, os suspeitos espancaram o animal usando pedaços de madeira com pregos e pedras, causando ferimentos graves. Todos foram denunciados à Justiça estadual e permanecem detidos desde o fim de março, quando as prisões em flagrante foram convertidas em preventiva.
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Dentre os adultos detidos estão Isaías Melquiades Barros da Silva, José Renato Beserra da Silva, Matheus Henrique Teodosio, Paulo Henrique Souza Santana, Pedro Eduardo Rodrigues e Wagner da Silva Bernardo. Além deles, outros dois adolescentes participaram do crime, totalizando oito agressores. A cada um dos envolvidos foi aplicada multa de R$ 20 mil, totalizando R$ 160 mil em sanções administrativas.
No documento de denúncia, o MPRJ descreve que “os acusados agiram de forma consciente e coordenada, com a participação de dois adolescentes, ao cercar e atacar o animal com pedras e pedaços de madeira com pregos, utilizando método cruel”. O laudo veterinário apontou traumatismo craniano e lesão ocular severa, além de outras agressões que causaram intenso sofrimento à capivara.
As pedras lançadas pelos suspeitos também atingiram veículos próximos, gerando danos ao patrimônio. Um laudo técnico de valoração estimou o prejuízo em R$ 44.632,57. De acordo com a denúncia, esse valor deverá ser pago pelos responsáveis e destinado a instituições voltadas ao atendimento veterinário, à recuperação do animal e ao Fundo Estadual de Meio Ambiente.
Em depoimento à Polícia Civil, os investigados admitiram que planejavam abater o animal para consumo. O MPRJ ainda classificou a ação como caça ilegal de animal silvestre, agravando a penalização dos acusados, que poderão responder por maus-tratos, crime ambiental e danos ao patrimônio.
