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Filho mata suposto assassino da mãe dez anos após o crime


Viatura da Polícia Civil em Frutal (MG) durante as buscas pelo principal suspeito de homicídio. (Foto: Instagram)

Em Frutal, no Triângulo Mineiro, a Polícia Civil está em busca de um jovem de 19 anos apontado como principal suspeito de assassinar a tiros Rafael Garcia Pedroso, de 31 anos. Identificado como Marcos Antônio da Silva Neto, o rapaz é filho de Glauciane Cipriano, morta em 2016 por Pedroso. Segundo investigações, o crime teria motivação de vingança, já que o homem condenado foi responsável pelo feminicídio da mãe do suspeito há dez anos.

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O homicídio ocorreu em frente à Unidade Básica de Saúde do bairro Novo Horizonte, onde a vítima aguardava atendimento. De acordo com o boletim de ocorrência, Pedroso foi surpreendido por disparos e sofreu cinco ferimentos: três nas costas, um no pescoço e outro na região da boca. Câmeras de segurança registraram o momento exato do ataque, em que o autor trajava roupas escuras e fugiu logo em seguida. A polícia recolheu as imagens para análise detalhada.

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O episódio ganhou repercussão pela ligação direta com o feminicídio de Glauciane Cipriano, que foi morta a facadas na presença de Marcos Antônio, então com 9 anos. Rafael Garcia Pedroso foi condenado pelo assassinato e permaneceu detido até sua saída do sistema prisional em janeiro deste ano. Investigadores apontam que, após a liberdade, o jovem passou a monitorar a rotina de Pedroso, possivelmente planejando retaliação.

A Polícia Civil informou que a Justiça decretou a prisão temporária de Marcos Antônio da Silva Neto, cujo paradeiro segue desconhecido. A corporação afirma que as diligências estão em estágio avançado e apura a eventual participação de outras pessoas no crime. Em nota oficial, destacou que atos de vingança ou “justiça pelas próprias mãos” não têm respaldo legal e serão combatidos com rigor.

Em comunicado, a defesa de Marcos Antônio informou que o investigado pretende se apresentar voluntariamente e colaborar com as autoridades. “A defesa reitera que o investigado não se furtou à atuação das autoridades”, diz o documento. Os advogados também pediram garantia ao direito ao contraditório e ao devido processo legal, mas até o momento não há confirmação de que o jovem tenha procurado uma delegacia para se entregar.

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