Foto no celular motivou morte de adolescente ordenada pela ‘Princesa do CV’

Posted by


Prisão de envolvidos na morte de adolescente em Cáceres após ordem da ‘Princesa do CV’ (Foto: Instagram)

Uma imagem encontrada no celular de Gabriela da Silva Pereira, de 16 anos, foi determinante para que Amanda Kess — conhecida como “Princesa do CV” — ordenasse a morte da adolescente. O crime ocorreu em setembro de 2024, em Cáceres, Mato Grosso, e mobilizou as forças de segurança locais. Após meses de investigação, envolvendo análise de dados e depoimentos, as prisões relacionadas a esse caso foram cumpridas apenas na última terça-feira (7), em cumprimento a mandados judiciais obtidos junto ao Poder Judiciário.

++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático

Conforme apurou a polícia, a jovem foi abordada por suspeitos logo após reclamar publicamente, numa live nas redes sociais, da procedência e do efeito da droga comprada num ponto controlado pelo Comando Vermelho. No momento do sequestro, ela estava com uma amiga, que foi liberada poucas horas depois. A prisão da vítima ocorreu de forma repentina: criminosos invadiram o local, a levaram à força e tiveram acesso ao seu celular, onde encontraram a imagem que motivou a execução.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

Durante o cativeiro, os sequestradores acessaram o celular de Gabriela e encontraram uma fotografia em que ela fazia um gesto com a mão tipicamente associado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), facção rival do CV. Essa imagem foi interpretada pelos criminosos como indício de vínculo com a facção adversária, fortalecendo a suspeita de traição. Foi essa associação que, segundo as investigações, selou o destino da jovem e motivou a decisão de executá-la.

As investigações apontam que a ordem de execução partiu de Amanda Kess, apelidada de “Princesa do CV”, então detida na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May. Amanda cumpre pena por homicídio qualificado e, mesmo atrás das grades, exercia influência dentro da facção. A ação demonstrou o poder de comando que ela ainda mantinha, apesar de estar sob custódia do sistema prisional.

Gabriela foi assassinada com golpes de faca na região do pescoço. O corpo da adolescente foi levado para uma área de mata em Cáceres e ali abandonado. As circunstâncias do local indicam que os autores do crime queriam dificultar o reconhecimento e a localização do cadáver, na tentativa de atrasar os trabalhos policiais e confundir as autoridades.

O caso segue sob responsabilidade do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que já recebeu a denúncia contra os envolvidos. Na última semana, foram cumpridos 21 mandados judiciais em Cáceres e municípios vizinhos: quatro de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão. As ações foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, após parecer favorável do Ministério Público local. A investigação continua em curso para identificar todos os participantes e possíveis mandantes.