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Donald Trump ameaça nações que forneçam armamentos ao Irã


Trump anuncia tarifas de 50% a países que armarem o Irã (Foto: Instagram)

Na manhã de quarta-feira (8), o presidente Donald Trump advertiu que países fornecendo armamentos ao Irã serão penalizados com tarifas de 50%. Segundo ele, a medida entra em vigor imediatamente, sem abertura para exceções. A iniciativa busca aumentar a pressão internacional e ocorre logo após um entendimento de cessar-fogo entre Washington e Teerã, que inclui a suspensão temporária de ataques e a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.

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No pronunciamento publicado na rede social Truth, Trump afirmou: “Efeito imediato. Não haverá exclusões ou isenções!”, deixando claro que não haverá flexibilizações. O anúncio surge após o acordo de trégua firmado na terça-feira (7) entre Estados Unidos e Irã, no qual as hostilidades seriam suspensas. De acordo com o pacto, os norte-americanos aceitariam interromper ataques aéreos por duas semanas, desde que Teerã garantisse o tráfego seguro pelo Estreito de Ormuz.

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Como contrapartida, o Irã exigiu manter sua influência sobre o Estreito de Ormuz, fechamento que durou mais de um mês antes de ser aberto. Essa passagem é responsável pelo escoamento de aproximadamente 20% do petróleo mundial. A reabertura é vital para o comércio global de energia e foi incluída como condição essencial no acordo de cessar-fogo, numa tentativa de reduzir a escalada de tensões e assegurar o abastecimento internacional.

Apesar da declaração oficial de trégua, o cenário na região permanece volátil. Países vizinhos relataram ataques isolados mesmo depois do acordo, evidenciando a dificuldade de manter o cessar-fogo. O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, descreveu a situação como “delicada” e ressaltou a impaciência do presidente diante das incertezas. Fontes diplomáticas afirmam que o equilíbrio pode ser rompido a qualquer momento se uma das partes retomar ações ofensivas.

Israel, outro ator central no conflito, concordou com a trégua negociada pelo Paquistão, mas fez ressalvas ao afirmar que o entendimento não se estende ao Líbano. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deixou claro que as hostilidades na fronteira norte permanecem fora do pacto, mantendo a possibilidade de novas operações. A posição israelense reflete a preocupação em conter grupos aliados ao Irã na região, que consideram uma ameaça direta à segurança nacional.

Desde o início de março, as forças israelenses intensificaram incursões terrestres e bombardeios em solo libanês, resultando em mais de 1.500 mortes. Organizações internacionais de direitos humanos alertam para o aumento de vítimas civis e pedem investigação sobre possíveis violações. Analistas consideram que, enquanto persistirem ações unilaterais, a estabilidade no Oriente Médio ficará comprometida, mantendo a região em alerta máximo diante de novos desdobramentos.

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