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Adolescente teve a garganta cortada por ordem de líder do CV de dentro da prisão


Polícia Civil cumpre mandados em operação contra suspeitos de matar adolescente em Cáceres (Foto: Instagram)

Uma jovem de 16 anos, identificada como Gabriela da Silva Pereira, foi assassinada com um corte na garganta em setembro de 2024, em Cáceres, Mato Grosso. Segundo a Polícia Civil, a vítima foi atraída por criminosos ligados ao Comando Vermelho (CV) e morta por determinação de uma presa. Apesar de o crime ter ocorrido há mais de um ano, as prisões dos envolvidos só foram cumpridas na última terça-feira (7).

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De acordo com o boletim policial, a adolescente recebeu golpes de faca na região cervical e no pescoço. Após o ataque, o corpo de Gabriela foi encontrado em área de mata, nas proximidades de Cáceres. A extensão das lesões aponta para execução fria e planejada pelos membros da facção.

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A ordem de execução partiu de Amanda Kess Aguilhera Pereira, conhecida como “Princesa Branquela”, condenada por homicídio qualificado e atualmente custodiada na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. Além do assassinato, Amanda atua no tráfico de drogas na região e exerce influência sobre bocas de fumo controladas pelo CV.

Segundo a investigação, Gabriela foi sequestrada após reclamar, em uma transmissão ao vivo nas redes sociais, da qualidade da maconha comprada em uma das bocas de tráfico geridas por “Princesa Branquela”. No momento do rapto, a vítima estava acompanhada de uma amiga, que foi liberada em seguida. Criminosos encontraram uma foto em seu celular na qual ela faz o símbolo da facção rival PCC, fato que teria motivado a execução.

O inquérito que apura o caso segue em andamento. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) já recebeu a denúncia contra Amanda Kess Aguilhera Pereira e outros envolvidos. Na operação deflagrada no município de Cáceres e região, foram cumpridos 21 mandados judiciais: quatro de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, após parecer favorável do Ministério Público de Cáceres.

As autoridades afirmam que novas diligências serão realizadas para identificar eventuais facilitadores e pessoas responsáveis por fornecer logística ao CV no Estado. A Polícia Civil reforça o compromisso de desarticular quadrilhas e garantir a responsabilização de todos os envolvidos.

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