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Subtenente da PM é morta a tiros em Campo Grande e namorado é detido


Subtenente Marlene de Brito Rodrigues, 59 anos, vítima de feminicídio em Campo Grande (Foto: Instagram)

A subtenente da Polícia Militar Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, foi morta a tiros na manhã desta segunda-feira (6) no bairro Estrela Dalva, em Campo Grande. O principal suspeito é o companheiro dela, Gilberto Jarson, de 50 anos, que acabou preso em flagrante por feminicídio ao apresentar relatos contraditórios sobre o episódio. Esse foi o primeiro caso dessa natureza registrado na capital em 2026, elevando para nove o total de feminicídios no Mato Grosso do Sul neste ano.

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O crime ocorreu por volta das 11h30, quando vizinhos ouviram o estampido do disparo. Marlene trabalhava na corporação há mais de três décadas e, segundo colegas, não demonstrava problemas pessoais recentes. Já Gilberto, que morava com a vítima havia cerca de dois meses, alegou que ela teria tirado a própria vida, mas acabou confrontado por contradições em seu depoimento.

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De acordo com a delegada Analu Lacerda Ferraz, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), Gilberto foi localizado ainda com a arma em punho, afirmando que a subtenente teria cometido suicídio. No entanto, as incoerências encontradas no depoimento e as provas reunidas pela perícia levaram à autuação em flagrante por feminicídio. O casal mantinha um relacionamento de um ano e quatro meses.

Um dos vizinhos, que também é policial, relatou ter ouvido o disparo e escalado o muro da casa para ajudar. Ao adentrar o imóvel, encontrou Gilberto ainda segurando a arma. Equipes da Polícia Civil, da Polícia Militar e do Batalhão de Choque foram acionadas para isolar o local e dar início às investigações.

Embora não existam registros anteriores de ocorrência de violência doméstica contra Marlene, a delegada Ferraz ressalta que isso não descarta a possibilidade de conflitos frequentes no relacionamento. Moradores da região afirmaram que Gilberto a buscava no trabalho pouco antes do crime, fato que reforça a linha de investigação acerca de desentendimentos entre o casal.

Até o momento, o Mato Grosso do Sul contabiliza nove feminicídios em 2026: Josefa dos Santos (16 de janeiro, Bela Vista), Rosana Candia Ohara (24 de janeiro, Corumbá), Nilza de Almeida Lima (22 de fevereiro, Coxim), Beatriz Benevides (25 de fevereiro, Três Lagoas), Leise Aparecida Cruz (6 de março, Anastácio), Liliane de Souza Bonfim (7 de março, Ponta Porã), Ereni Benites (8 de março, Paranhos), Fátima Aparecida da Silva (23 de março, Selvíria) e Marlene de Brito Rodrigues (6 de abril, Campo Grande).

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