Recém-nascida de 15 dias morre após beijo; entenda o caso

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Pezinho de recém-nascido sob monitoramento hospitalar (Foto: Instagram)

Uma recém-nascida de 15 dias, Kiara Cummins, morreu em Dewsbury, na Inglaterra, após desenvolver uma infecção grave que, segundo médicos, pode ter sido transmitida por meio de beijos. O caso levantou preocupações sobre a vulnerabilidade dos bebês a vírus que, em adultos, geralmente provocam sintomas leves.

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Os pais, Kelly Ineson, de 30 anos, e Thomas Cummins, de 26, relataram que tomaram todas as precauções: proibiram visitas de pessoas doentes, mantiveram higiene rigorosa e pediram que ninguém beijasse a filha. Mesmo assim, por volta do 10º dia de vida, a pequena apresentou perda súbita de peso e precisou ser internada com urgência.

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No hospital, os médicos observaram uma piora rápida no estado de saúde. Kiara teve queda acentuada nos níveis de oxigênio, desenvolveu insuficiência renal e evoluiu para sepse. Ela foi submetida a suporte de vida e, posteriormente, a um coma induzido, medida adotada para tentar conter o avanço da infecção.

Os exames apontaram herpes neonatal, infecção provocada pelo vírus herpes simplex. Especialistas ressaltam que, em recém-nascidos, o vírus pode se espalhar rapidamente devido ao sistema imunológico ainda imaturo, e a forma mais comum de contágio é justamente o contato direto, como beijos ou toque de pessoas infectadas.

Diante da falta de resposta ao tratamento e da gravidade do quadro, os pais autorizaram a retirada dos aparelhos de suporte. Kiara faleceu 14 dias após o nascimento, deixando familiares e equipe médica em estado de choque. O episódio reacendeu o alerta sobre os riscos que infecções virais representam para bebês muito jovens.

O herpes neonatal é raro, mas pode causar sepse, atingir órgãos vitais e até provocar lesões cerebrais. Em adultos, o vírus costuma resultar em feridas labiais, mas em recém-nascidos a evolução pode ser fatal se não for diagnosticada e tratada rapidamente.

Após a perda, Kelly iniciou uma campanha de conscientização para alertar sobre a gravidade da doença e a existência de portadores assintomáticos. “Nem nos meus piores pesadelos imaginei que um beijo pudesse matar meu bebê”, afirmou a mãe, reforçando a necessidade de cuidados redobrados com recém-nascidos.