
Subtenente Marlene Brito Rodrigues, da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, assassinada em casa (Foto: Instagram)
A subtenente da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Marlene Brito Rodrigues, de 59 anos, foi assassinada a tiros na segunda-feira (6). O principal suspeito é o namorado da vítima, Gilberto Jarson, de 50 anos, que foi detido em flagrante no local do crime. As circunstâncias levantam a hipótese de feminicídio, e o caso está sob investigação da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).
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De acordo com relatos, um vizinho que também é policial ouviu os disparos e encontrou Gilberto armado junto ao corpo de Marlene, ainda trajando a farda oficial. Em depoimento inicial, o suspeito afirmou que a subtenente teria tirado a própria vida, mas, diante de novas perguntas dos investigadores, mudou a versão e acabou confessando o homicídio. A mudança de narrativa reforça as suspeitas sobre a participação direta de Jarson no crime.
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O relacionamento entre Marlene e Gilberto já era alvo de atenção em razão do histórico violento dele. A subtenente exercia a função na Polícia Militar com bons registros de serviço, enquanto o companheiro apresentava passagens anteriores pela polícia. Na cena do crime, a vítima foi encontrada sem vida dentro da própria residência, o que motivou a prisão em flagrante do suspeito.
As investigações do Metrópoles apontam que Gilberto Jarson acumula inúmeras ocorrências no sistema de segurança pública. Seu histórico inclui registros por roubo, ameaças, envolvimento em homicídio e episódios de violência doméstica. Esses antecedentes configuram um padrão de conduta agressiva e reincidente, reforçando a linha de investigação que caracteriza o assassinato de Marlene como feminicídio.
O primeiro registro grave em seu prontuário data de 1990, quando foi investigado por um homicídio motivado por ciúmes de uma ex-companheira. Em 2008, Jarson foi preso após invadir uma casa e ameaçar os moradores durante um roubo. No ano seguinte, voltou a ser detido em operação que apurava novos furtos e roubos na região.
Mais recentemente, em 2016, ao menos quatro boletins de ocorrência registraram episódios de violência doméstica praticados por Gilberto contra outra parceira. Essas anotações incluem agressões físicas e ameaças de morte, ilustrando um comportamento abusivo em relacionamentos íntimos. Agora, ele responderá por feminicídio, enquanto a Deam aprofunda as diligências para esclarecer todos os detalhes do crime.
