Site icon Jetss BR

Lidi Lisboa quebra o silêncio após polêmica sobre o cenário político do Brasil


Lidi Lisboa defende diálogo e consciência social em debate político (Foto: Instagram)

A atriz Lidi Lisboa concedeu entrevista ao portal Bacci Notícias em 06/04/2026 para comentar a repercussão de suas recentes declarações sobre o sistema tributário e o quadro político brasileiro. Em uma conversa franca com a repórter Má Brito, ela refletiu sobre como as redes sociais influenciam a democracia, criticou a busca por “salvadores da pátria” e enfatizou a necessidade de consciência social antes dos rótulos eleitorais.

++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático

Lidi observou que a polarização no país não é novidade, mas que ganhou “microfone, Wi-Fi e algoritmo”, tornando todos comentaristas políticos. Segundo ela, o Brasil não está mais dividido, apenas mais barulhento: “Todo mundo virou comentarista político em tempo integral, inclusive no grupo da família”. Essa amplificação, avalia, elevou a participação, mas reduziu a capacidade de escuta.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

Para Lidi, o maior desafio da democracia atual não é eliminar divergências, mas resgatar a civilidade. Ela argumenta que debater opiniões distintas é saudável, mas que falta diálogo sem confronto: “Democracia não é sobre concordar, é sobre conviver”. A atriz defende que ouvir o outro é tão fundamental quanto expressar ideias, evitando transformar cada diferença em guerra de narrativas.

Ao discutir o impacto das políticas públicas nos mais vulneráveis, Lidi destacou que seu foco está nos efeitos concretos das leis, não nos discursos. Ela comparou a população de baixa renda a um termômetro silencioso: quando melhora, indica avanços; quando piora, a “realidade grita”. “Vejo o Brasil como uma mesa: há lugar para todos, mas nem todos conseguem comer. A política não deveria ser sobre vencer debates, mas garantir que ninguém fique de fora”, declarou.

Outro ponto da entrevista abordou o feminicídio. Lidi defendeu que o Brasil não carece de leis, mas de um enraizamento cultural delas. Para ela, a violência contra a mulher começa no silêncio, nas piadas e no olhar desrespeitoso. “Políticas públicas são como guarda-chuvas em tempestade interna: fundamentais, mas insuficientes sozinhas. Falta fiscalização, acolhimento e prevenção antes da denúncia”, afirmou, ressaltando que proteger mulheres é um compromisso coletivo.

Sobre sua posição como figura pública, Lidi afirmou que encara a visibilidade como responsabilidade, não fardo. Ela evita falar por impulso, mas também se recusa a silenciar por medo. “Silêncio também é posicionamento”, disse, e lembrou que quem tem voz deve agir como ponte, provocando reflexões, não consenso. Já em ano de eleição, defendeu mudar posturas do eleitorado: “Não é escolher salvadores, é assumir que a responsabilidade não termina no voto.”

Exit mobile version