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Banco Central decreta sigilo de oito anos sobre documentos da liquidação do Banco Master


Banco Central determina sigilo até 2033 para documentos da liquidação do Banco Master (Foto: Instagram)

O Banco Central determinou o sigilo de oito anos, até novembro de 2033, sobre todos os documentos relativos ao decreto de liquidação extrajudicial do Banco Master. A medida foi publicada em 6 de abril de 2026 e refere-se à decisão tomada em 18 de novembro de 2025, quando a autoridade monetária encerrou as atividades da instituição após graves problemas financeiros. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, justificou o prazo com base na necessidade de preservar informações estratégicas.

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Segundo o Banco Central, restringir o acesso a esses documentos atende ao interesse público, assegurando a estabilidade financeira, econômica e monetária do país. A instituição argumenta que a divulgação prematura de detalhes poderia comprometer operações de inteligência e fiscalização voltadas à prevenção de crimes financeiros, atrapalhando investigações em curso conduzidas por órgãos de controle e segurança.

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A liquidação extrajudicial do Banco Master foi decretada devido a uma grave deterioração da liquidez e a comprovação de sérias violações às normas do Sistema Financeiro Nacional. A decisão ocorreu poucas horas após a tentativa frustrada de venda do banco e acompanhou o avanço das apurações da Polícia Federal sobre suspeitas de fraudes bilionárias, lavagem de dinheiro e emissão irregular de títulos.

Além do Banco Master, o BC também encerrou as atividades do Banco Master de Investimento S.A., Banco Letsbank S.A. e da Master S.A. Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários na primeira fase da operação. Paralelamente, colocou o Banco Master Múltiplo em regime especial de administração temporária, mantendo-o sob supervisão direta da autoridade monetária.

No início de 2026, a crise se espalhou para outras instituições. Em janeiro, a CBSF DTVM e a Will Financeira foram liquidadas. Em 18 de fevereiro, o Banco Pleno e a Pleno DTVM também tiveram seus mandatos de liquidação extrajudicial decretados, elevando para oito o número de empresas fechadas no desdobramento do caso Master.

No centro das investigações está o banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do grupo, preso em nova fase da Operação Compliance Zero. Vorcaro negocia um acordo de delação premiada, no qual se compromete a entregar informações detalhadas, documentos e nomes de envolvidos em troca de benefícios penais. Caso o entendimento avance, a pesquisa pode alcançar outros agentes públicos, executivos do setor financeiro e instituições ligadas ao conglomerado Master, esclarecendo a real dimensão do rombo.

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