Vídeos mostram que integrantes dos Mamonas Assassinas anteciparam queda de avião; veja

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Elenco de ‘Mamonas Assassinas’ relembra eventos sobrenaturais nos sets: ‘Eles estão aqui’ (Foto: X)

Neste 2 de março, o Brasil relembra os 30 anos desde o desastre aéreo que interrompeu a trajetória meteórica dos Mamonas Assassinas, fenômeno que conquistou o país na década de 1990 com seu humor irreverente e mistura de estilos. Vídeos recentemente recuperados mostram o tecladista Júlio Rasec e o vocalista Dinho comentando sonhos e ironizando possíveis falhas em aviões horas antes da decolagem fatal, criando uma atmosfera de despedida involuntária que ainda emociona fãs por todo o país.

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Em 2 de março de 1996, o Learjet 25D que transportava os integrantes Dinho (vocal), Bento Hinoto (guitarra), Júlio Rasec (teclado), Sérgio Reoli (bateria) e Samuel Reoli (baixo), além de dois membros da equipe e da tripulação, se chocou contra a Serra da Cantareira às 23h16. Não houve sobreviventes e o acidente encerrou abruptamente a breve carreira do quinteto de Guarulhos, conhecido por misturar rock, pop e humor em letras irreverentes.

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Poucas horas antes de embarcar, Júlio Rasec gravou um vídeo durante uma visita ao salão de beleza para retocar o tom ruivo dos cabelos. No registro, ele descreve com seriedade um pesadelo em que o avião despencava, confessando não entender o motivo do sonho: “Não sei, essa noite eu sonhei com um negócio… assim, parecia que o avião caía. Não sei o que quer dizer isso”, diz o tecladista, alternando entre apreensão e risadas nervosas.

Em outra filmagem de bastidores feita para um documentário, Dinho relata com humor as falhas técnicas de aeronaves usadas pela banda em viagens anteriores. Ele conta que o radar havia quebrado na selva amazônica e que o combustível não passava do reservatório ao tanque, provocando risos e curiosidade do cinegrafista: “Tenho uma boa e uma má notícia para você, câmera man… A boa é que consertaram, a má é que quebrou de novo. Ah, e o combustível não tá passando do reservatório pro tanque.” Em seguida, ao ser indagado se era de fato o vocalista dos Mamonas, Dinho respondeu no passado: “Ele era”, aumentando o clima de mistério.

Peritos apontam que o acidente foi resultado de vários fatores: fadiga extrema do piloto, que havia acumulado cerca de 14 horas de voo; erro de manobra — já que a norma de Guarulhos exige curva de arremetida para a direita, mas o avião virou à esquerda —; condições meteorológicas adversas e inexperiência do copiloto. Os destroços foram encontrados em terreno íngreme e de difícil acesso, sem sobreviventes, selando o trágico fim de um dos maiores fenômenos da música nacional.