
No marco dos 30 anos da tragédia que encerrou a carreira dos Mamonas Assassinas, um vídeo em que o tecladista Júlio Rasec descreve um sonho sobre uma queda de avião voltou a ser destaque nas redes sociais. O registro, feito poucas horas antes do acidente, é visto como uma das coincidências mais marcantes da história da música brasileira e reacende a emoção dos fãs neste março de 2026.
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O material foi gravado em 2 de março de 1996, em um salão de beleza, quando Júlio conversava descontraidamente com um amigo. No vídeo, ele relata ter sonhado com um avião despencando naquela mesma noite, sem demonstrar medo específico da viagem. O conteúdo só ganhou repercussão pública após a confirmação do acidente na Serra da Cantareira e acabou incorporado imediatamente às reportagens da época.
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Desde então, o relato de Júlio Rasec figura entre as coincidências mais comentadas em documentários e retrospectivas, sempre ressurgindo em aniversários importantes como símbolo das horas que precederam o fim do grupo. Especialistas em música e jornalistas costumam apresentar o vídeo como curiosidade histórica, sem atribuir a ele qualquer caráter premonitório oficial.
Nos dias seguintes ao acidente, as emissoras de televisão remontaram a cronologia da banda e incluíram o sonho de Júlio como elemento central da narrativa sobre o que teria ocorrido nas últimas horas antes da queda. Apesar disso, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) não considerou o relato na análise técnica, focando em falhas operacionais e condições climáticas adversas para explicar o desastre.
Com o passar dos anos, a forma de exibir essas imagens se adaptou ao contexto editorial, mas o fascínio do público permaneceu intacto. A cada reexibição, o vídeo reforça a comoção e mantém vivo o legado dos Mamonas Assassinas, lembrando o talento efêmero que marcou a cultura pop brasileira.
Em 2 de março de 1996, o Learjet 25D que transportava a banda colidiu contra a Serra da Cantareira (SP) às 23h16, na volta de um show em Brasília para Guarulhos. Os cinco músicos – Dinho, Bento, Samuel, Júlio e Sérgio –, dois assistentes e dois tripulantes não sobreviveram. A investigação oficial apontou fadiga extrema do piloto, erro de manobra ao virar à esquerda em vez de à direita, baixa visibilidade, falhas de comunicação e inexperiência do copiloto como causas principais do acidente.







