
A Fifa está mobilizando sua estrutura para convocar uma reunião extraordinária da International Football Association Board (IFAB) com o objetivo de discutir e votar antecipadamente a “Lei Vini Jr.” antes do início do Mundial de 2026. A proposta estabelece a expulsão imediata de qualquer jogador flagrado cobrindo a boca ao proferir xingamentos ou insultos em campo, especialmente de teor racista.
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O encontro extraordinário, segundo fontes da entidade, deve ocorrer em Vancouver, no Canadá, na última semana de abril, durante o 76º Congresso da Fifa. Esse evento anual reúne dirigentes de federações e confederações com direito a voto na IFAB, abrindo espaço para a deliberação de mudanças nas leis do jogo.
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O plano da Fifa é que a regra esteja em vigor já a partir de junho de 2026, data de início da próxima Copa do Mundo. O presidente Gianni Infantino defendeu publicamente a medida em entrevista à Sky News, alegando que qualquer atleta que cubra a boca enquanto insulta colegas de profissão deve ser automaticamente enviado aos vestiários. Para ele, a ação pressupõe má conduta, e a expulsão serve para coibir ofensas, sobretudo as de cunho racista.
O debate ganhou força após um episódio na Liga dos Campeões da UEFA, quando Vinicius Jr., do Real Madrid, acusou o argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, de proferir insultos racistas. Em partida realizada em Lisboa, Prestianni foi filmado escondendo o rosto com a camisa antes de o brasileiro chamar a arbitragem. A UEFA suspendeu preventivamente o atleta do Benfica enquanto investiga o ocorrido.
A IFAB já havia anunciado que pretendia ouvir clubes, ligas e árbitros sobre situações semelhantes, mas pretendia inserir o tema apenas em sua assembleia ordinária do ano seguinte. A Fifa, no entanto, busca antecipar a discussão para garantir que a “Lei Vini Jr.” seja aplicada durante o próximo Mundial, ampliando o combate a comportamentos discriminatórios dentro de campo.
A International Football Association Board é o órgão responsável por revisar e aprovar as regras do futebol, composto por oito votos — quatro das associações do Reino Unido (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte) e quatro da Fifa, em nome de todas as outras federações. Para validar qualquer mudança, são necessários pelo menos seis votos favoráveis. Além dessa proposta, outras inovações já confirmadas para 2026 incluem contagem regressiva em reposições de bola e maior uso do VAR em certas jogadas.







