Homem é condenado pela morte de ator durante ato extremo

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Embora tenha sido absolvido da acusação de homicídio culposo, a condenação pelos outros dois crimes resultou na pena de quatro anos de reclusão. (Foto: X)

Josh Baxter, de 28 anos, foi sentenciado a quatro anos de prisão pela morte do ator Michael Barron, de 38, durante um encontro extremo ocorrido em 26 de janeiro de 2025 em Manchester, na Inglaterra. De acordo com a acusação, os dois se conheceram pelo aplicativo Grindr, trocaram mensagens antes de marcar um encontro no apartamento de Baxter. Segundo os promotores, durante a relação, ele amarrou Barron e abafou sua respiração por cerca de 30 minutos, provocando a asfixia que levou ao óbito do ator.

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No tribunal de Manchester, Baxter negou ter intenção de causar a morte, refutando a imputação de homicídio culposo. Ainda assim, o júri entendeu que ele cometeu estrangulamento ou sufocamento intencional e lesão corporal grave. Embora tenha sido absolvido da acusação de homicídio culposo, a condenação pelos outros dois crimes resultou na pena de quatro anos de reclusão.

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Ao proferir a sentença, a juíza Tina Lindale destacou o comportamento imprudente de Baxter ao subestimar os perigos associados à prática de sufocamento. A magistrada também ressaltou que o réu teria incentivado o ator a consumir álcool em excesso antes do ato e exercido força suficiente para causar fraturas no pescoço da vítima, evidenciando total desrespeito à integridade física de Barron.

A promotoria evidenciou que Baxter possuía fetiches específicos envolvendo restrição física e que ambos haviam discutido limites antes do encontro. Apesar disso, ficou claro que ele assumiu conscientemente o risco de consequências graves ao prosseguir com a técnica de asfixia controlada, conforme argumentaram os procuradores durante o processo.

Em sua defesa, os advogados de Josh Baxter alegaram que não havia intenção de provocar a morte de Michael Barron e que o réu não previu que a sessão terminaria em tragédia. Sustentaram ainda que o relacionamento entre ambos não apresentava histórico de violência além do que havia sido autorizado mutuamente.

O caso ganhou repercussão no Reino Unido, sobretudo pelo envolvimento de um ator conhecido por participações em séries e produções televisivas locais. A sentença abre discussões sobre os limites do consentimento em práticas de risco e sobre a responsabilidade legal em situações que envolvem extremos de violência consentida.