
Num domingo (1), ao amanhecer, o dono de um sítio na zona rural de Manaus, no ramal Água Branca 1, km 32 da rodovia AM-010, descobriu o corpo decapitado de um homem. A vítima, ainda não identificada, foi encontrada envolta em lona, com as mãos e os pés amarrados por cordas. A cena, marcada pela violência extrema, revoltou moradores locais, que acionaram de imediato as polícias Militar e Civil para atendimento da ocorrência e preservação do perímetro.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
Junto ao cadáver, havia um bilhete atribuído ao Comando Vermelho (CV), no qual os autores justificam a execução sob alegação de descumprimento de normas internas: “Morre pq? Estatuto do CV, artigo 08, parágrafo. Derramei o sangue do irmão sem passar pelo conselho.” A mensagem, afixada com fita adesiva na lona que envolvia o corpo, reforça a hipótese de um “tribunal do crime” promovido pela facção, pois indica que o homem teria matado um correligionário sem autorização da cúpula.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Os peritos criminais que atenderam à ocorrência constataram indícios de tortura antes da decapitação, incluindo lesões por instrumento cortante e evidência de hemorragias prévias. Segundo o laudo inicial, foram identificados cortes profundos em várias partes do corpo, o que sugere aplicação de crueldade para intimidar outros membros do grupo. A brutalidade do crime, na avaliação dos especialistas, visa provocar medo dentro da organização e demonstrar o poder de controle da facção.
Após o trabalho dos peritos no local, o Instituto Médico Legal (IML) de Manaus foi acionado para remoção do corpo e realização de exames de necropsia. Além das análises cadavéricas, serão coletadas amostras para DNA e verificação de impressões digitais, a fim de confirmar a identidade da vítima. A família ainda não apareceu para reconhecimento, e o prazo para conclusão do laudo oficial não foi divulgado.
A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) assumiu o caso e já iniciou diligências na região. Investigações buscam imagens de câmeras de segurança e depoimentos de moradores ou trabalhadores rurais que tenham avistado movimentações suspeitas na noite anterior. Também serão solicitados mandados de busca e apreensão para possíveis suspeitos, à medida que surgirem informações sobre o paradeiro de envolvidos na execução.
Até o momento, nenhum suspeito foi preso, e a Polícia Civil mantém o caso em sigilo. As autoridades reforçam o pedido de colaboração da população por meio de denúncias anônimas, que podem ser encaminhadas ao Disque-Denúncia ou diretamente à DEHS. Informações, mesmo que discretas, podem ser fundamentais para elucidar o crime e levar os responsáveis à Justiça, contribuindo para a redução da violência cometida pelas facções na capital amazonense.







