Após ofensiva contra o Irã, Israel bombardeia posições do Hezbollah no Líbano; vídeos

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Imagem de satélite mostra fumaça sobre complexo da residência do líder supremo do Irã, em Teerã, após ataque dos EUA com apoio de Israel. (Foto: Instagram)

No domingo (1º), as Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram o início de uma nova operação visando alvos do Hezbollah em diversas áreas do Líbano. Em nota oficial, o Exército israelense explicou que a missão responde diretamente ao disparo de foguetes vindos do território libanês, mantendo a estratégia de retaliação rápida diante de ações hostis contra sua fronteira norte. A ação foi conduzida ao longo do dia com ataques aéreos e artilharia pesada para neutralizar supostas instalações do grupo xiita.

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Segundo as IDF, o Hezbollah estaria operando em estreita cooperação com o regime do Irã, elevando o nível de tensão na região. “As Forças de Defesa de Israel não aceitarão que o Hezbollah una forças à campanha iniciada contra nós e não permitirão que a organização represente ameaça às populações no norte de Israel”, declarou o Exército em comunicado. A declaração reforça a determinação israelense em conter o que classifica como expansão de influência iraniana por meio do grupo libanês.

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Fontes de segurança libanesas confirmaram que, ao menos, uma posição foi atingida nos subúrbios ao sul de Beirute. Vídeos disponibilizados por habitantes locais mostram colunas de fumaça erguidas próximo a construções residenciais. Também foram registradas investidas no Vale do Bekaa, região a leste do país, além de bombardeios em áreas próximas às cidades de Harouf, Khirbet, Salim e Halousiya, todas situadas no sul do Líbano.

O Hezbollah, por sua vez, assumiu responsabilidade por ataques contra uma base militar israelense em Haifa, cidade localizada cerca de 90 quilômetros ao norte de Tel Aviv. De acordo com o grupo, a ofensiva constitui retaliação pela morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, ocorrida em 28 de fevereiro durante ataques coordenados pelos Estados Unidos e Israel contra alvos na República Islâmica. “O inimigo israelense não pode manter sua agressão sem uma reação que interrompa essa escalada”, afirmou o movimento xiita.

Em Beirute, o primeiro-ministro Nawaf Salam repudiou os lançamentos de foguetes a partir do sul do Líbano, classificando-os como ato “irresponsável” que põe em risco a população civil e serve de pretexto para novas operações militares. Salam ressaltou que o governo adotará “todas as medidas necessárias” para responsabilizar os responsáveis pelos ataques e garantir a proteção dos cidadãos libaneses.

Horas antes dos bombardeios, as IDF haviam informado que aproximadamente seis foguetes foram disparados contra o território israelense, elevando ainda mais o grau de alerta na fronteira norte. A troca constante de ataques intensifica o receio de um conflito de maiores proporções envolvendo múltiplos atores na região.