Em outubro de 1988, em Xi’an, na China, Mao Yin tinha apenas 2 anos e 8 meses quando desapareceu após ser deixado por poucos minutos sozinho em frente ao hotel da família. Pouco depois, sua mãe, Li Jingzhi, recebeu um telegrama urgente pedindo que retornasse para casa. Ao chegar, foi informada de que o filho havia sumido.
A partir daquele momento, Li iniciou uma busca que duraria mais de três décadas. Ela imprimiu cerca de 100 mil folhetos, espalhou cartazes em estações de trem e ônibus, percorreu 10 províncias chinesas e seguiu mais de 300 pistas falsas ao longo dos anos.
Com o tempo, descobriu que o menino havia sido sequestrado e vendido a um casal na província de Sichuan. Mesmo enfrentando desgaste emocional, o divórcio e a morte da própria mãe, em 2015, Li não interrompeu a procura. Durante esse período, também ajudou a reunir 29 crianças com suas famílias biológicas.
A confirmação veio apenas em 2020, quando um teste de DNA realizado pela polícia chinesa identificou Mao Yin vivendo em Chengdu. Após 32 anos, mãe e filho se reencontraram. No momento do encontro, ele correu em direção a ela gritando: “Mãe!”, antes de abraçá-la.