
A cantora gospel Ana Paula Valadão gerou forte repercussão nas redes sociais ao elogiar os ataques coordenados dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, realizados no sábado (28). Segundo balanços oficiais, a ofensiva deixou 555 mortos e mais de 750 feridos, provocando debates acalorados sobre a ação militar.
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Em vídeo publicado recentemente, a líder religiosa declarou estar “emocionada” com a ofensiva e ressaltou a situação dos cristãos no Irã. “A gente ora tanto pela igreja perseguida. O Irã sofre tanto na lista de países de maior perseguição”, afirmou, atraindo apoio e críticas de seguidores.
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Seguindo, Ana Paula defendeu a ação militar ao classificar o governo iraniano como ditatorial e lembrar “as atrocidades que vimos há poucas semanas”. Ela afirmou que, mesmo discordando de Israel, é preciso compreender a gravidade do que chama de autoritarismo no Oriente Médio.
Ao comentar os reflexos internos no Irã, ela observou que parte da população parecia celebrar os acontecimentos. “Os ataques são tão precisos. Fico impressionada, tão certeiros ali”, disse, citando alvos estratégicos atingidos. Em seguida, incentivou os fiéis a orarem pelo país: “Que povo valente. Eu vendo as manifestações nas ruas, incessantes. Mártires mesmo, pela liberdade”.
Durante a gravação, a cantora ainda fez alusão ao Hino Nacional Brasileiro ao falar sobre a situação política no Brasil e concluiu que os eventos internacionais sinalizam um “abalar das nações”, sugerindo que as potências globais podem estar em transformação.
As declarações provocaram divisão de opiniões e uma onda de críticas nas redes sociais, com internautas questionando a postura de uma líder religiosa ao apoiar ações bélicas e outros defendendo o direito de opinar sobre temas geopolíticos.
No dia 28, Estados Unidos e Israel coordenaram ataques contra alvos no Irã. Em retaliação, o governo iraniano lançou mísseis sobre território israelense e anunciou disparos a bases militares norte-americanas na região. Agências internacionais registraram projéteis próximos ao palácio presidencial e instalações vinculadas ao líder supremo Ali Khamenei, em Teerã, além de explosões em cidades como Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah. O espaço aéreo iraniano foi fechado, sem confirmação oficial sobre vítimas ou extensão dos danos.
Essa foi a segunda ofensiva direta dos EUA contra o Irã em menos de um ano. Em junho de 2025, forças americanas bombardearam instalações nucleares iranianas em apoio a Israel, que enfrentava confrontos diretos com o país. A nova operação ocorre após semanas de negociações diplomáticas entre Washington e Teerã para tentar limitar ou encerrar o programa nuclear iraniano.







